FIG

O Instituto Histórico, Geográfico e Cultural de Garanhuns (IHGCG) renova sua participação no Festival de Inverno (FIG) com uma programação especial. Na quarta-feira, dia 25, o escritor Ígor Cardoso faz palestra sobre o pesquisador Alfredo Leite Cavalcanti, por ocasião dos 50 anos de lançamento da clássica obra “História de Garanhuns”. 
No dia 27, a escritora Luzilá Gonçalves Ferreira lançará o romance “Simoa e seu Avô Desalmado”. Durante todo o evento, o Instituto ainda sediará uma mostra de artes plásticas dos artistas Jader e Maurílio Cysneiros, além de uma Feirinha de Livros, na qual serão disponibilizados aos interessados títulos do programa editorial do Centro de Estudos de História Municipal (CEHM), entre eles, os últimos exemplares da “História de Garanhuns”, de Alfredo Leite Cavalcanti. 
Foto: V&C Garanhuns

Um barão negro na história do Brasil

Este ano a Lei Áurea completa 130 anos. Dentre inúmeras passagens históricas uma chama a atenção: a trajetória do primeiro e mais próspero barão negro do Império. A biografia de Francisco Paulo de Almeida, o Barão de Guaraciaba, não chamaria tanto a atenção se não fosse o fato de ter sido negro em um país de escravos. Empreendedor de grande visão para os negócios em um país ainda essencialmente agrário, o fazendeiro e banqueiro foi dono de imensas fazendas de café, centenas de escravos, empresas, palácios, estradas de ferro, usina hidrelétrica.
Seu patrimônio somava 700 mil contos de réis, o que garantia ao dono status de bilionário na época em que viveu. Almeida nasceu em Lagoa Dourada, na época um arraial próximo a São João del Rei, no interior de Minas Gerais, em 1826. A origem da sua família é pouco conhecida. Filho de um modesto comerciante local chamado Antônio José de Almeida, na certidão de batismo consta como nome da mãe apenas “Palolina”, que teria sido uma escrava. 
Começou a trabalhar ainda adolescente como ourives, fabricando botões e abotoadoras em sua terra natal, na região aurífera de Minas Gerais. Nos intervalos, tocava violino em enterros, onde recebia algumas moedas como pagamento e os tocos das velas que sobravam do funeral, que utilizava para estudar à noite. 
Por volta dos 15 anos, tornou-se tropeiro entre Minas e a Corte, no Rio de Janeiro. Nessas idas e vindas, ganhou dinheiro comprando e vendendo gado, conheceu muitos fazendeiros e negociantes nos caminhos das tropas e começou a comprar terras na região de Valença, no interior fluminense, para plantar café. Após casar-se com dona Brasília Eugênia de Almeida, com quem teve 16 filhos, tornou-se sócio do seu sogro, que também era fazendeiro e negociante no Rio de Janeiro.
Em sociedade com outros empreendedores com quem mantinha contato, Guaraciaba tornou-se banqueiro e fundou dois bancos: o Mercantil de Minas Gerais e o Banco de Crédito Real de Minas Gerais. A ferrovia, que ligava Valença a Barra do Piraí e se tornou importante para escoar o café do Vale do Paraíba, foi inaugurada por D. Pedro 2º em 1883. Teriam começado aí as boas relações entre Guaraciaba e a família real, que culminariam na concessão do título de barão pela princesa Isabel, regente na ausência do pai, em 1887.
O título foi concedido por “merecimento e dignidade”, em especial pela dedicação de Guaraciaba à Santa Casa de Valença, onde foi provedor. Mas entrar para a nobreza tinha um custo fixo e tabelado pela Corte: 750 mil réis. 
Fonte: BBC News
Foto: Mônica de Souza Destro, acervo da família


Turismo (Península de Galinhos)

Galinhos é uma península do norte do Rio Grande do Norte. A praia vem fazendo sucesso no turismo regional. Trata-se de um local ainda pouco explorado e rústico, ideal para quem quer fugir do ritmo conturbado da cidade grande. Quem vai para Galinhos deve estar disposto a curtir um cenário bucólico, com direito a dunas, nascer do sol sobre a água e praias de água doce e água salgada praticamente desertas.

Frase

O prêmio por uma coisa bem feita é tê-la feito. - Ralph Waldo Emerson

A novela Lula é pedagógica

Os capítulos da novela Lula do presente são melancólicos. Há birra petista, protestos inúteis e vivas pela continuidade de sua prisão. É assim que os brasileiros se comportam. Na verdade o ex-presidente nunca sonhou viver “belos dias” na jaula, mas chegou lá, ao “topo trágico”.
Como se sabe não se chega a lugar algum sem ter contribuído para isso. E Lula abusou da “regra três”, como diria o poetinha Vinícius de Moraes. Se o final não fosse esse o petista teria sido um exemplo de determinação e persistência, peça pedagógica para incentivar gerações de brasileiros. Mas como a farsa foi descoberta, tornou-se um mal exemplo aos calouros.
Seja como for sua trajetória nos ensina muito. Ao colocar-se como um homem acima da lei, viu ruir sua empáfia e, preso, prova que o crime não compensa. No pedestal da auto-suficiência está enrolado com a Lei da Ficha Limpa que sancionou em 2010. Isso mostra que ninguém é auto-suficiente. Lição pedagógica, Lulinha! 
No episódio mais recente, usou o desembargador Rogério Favreto para pedir sua soltura. O PT e o próprio Lula não acreditavam na liberdade. Mesmo assim entraram com o pedido de habeas corpus. Sabiam que o plantão seria cumprido por Favreto e que havia chances de uma decisão positiva. Na melhor das hipóteses, o partido acreditava que uma resolução de soltura de Lula se sustentaria por no máximo 48 horas e acabaria cassada pelo próprio TRF-4.
Mas o PT conseguiu aquilo que mais gosta de provocar: o reavivamento da militância. Note que a discussão sobre o ex-presidente, vinha apagada com o passar do tempo. Com três meses de prisão, ele já fez de tudo para não perder a mídia: enviou cartas ao partido, recebeu inúmeras visitas e fez comentários sobre jogos da Copa do Mundo. Com o habeas corpus a militância em frente à carceragem da PF em Curitiba - que vinha minguando - voltou a crescer. 
O melhor de tudo; por causa da decisão de Favreto, apaga-se o crescimento de outro nome do PT que não seja Lula como candidato à Presidência. O ex-presidente ainda deve ciscar muito, mas será em vão. Pelo menos dará novas lições de como não agir quando os ventos sopram do lado contrário.
Foto: omunicipio.com.br

space-writing (sobre foto de man ray)

Cláudia Roquette-Pinto

para escrever no espaço: o 
arco do braço mais 
ágil que o sobressalto 
das idéias em fuga (tinem 
os cascos) o traço 
que as mãos no encalço (desa 
tino de asas) percursam: 
circunvoluções do 
improviso na moldura 
findo o lapso resta 
em claro (i 
tinierário de medusas) 
a escrita que perdura para o 
espasmo o “olho armado” o 
rapto 
do obturador

Oficinas de férias no Centro de Criação Galpão das Artes

Chegou o período de férias escolares (julho) e com ele a oportunidade de brincar mais intensamente. É também tempo de inserir as crianças em atividades diferenciadas. Uma boa opção são as Oficinas de Férias do Centro de Criação Galpão das Artes, cujas inscrições já estão abertas e vão até o dia 14 de julho (sábado), em horário comercial das 8h às 12h.
Direcionada para crianças com faixa etária entre 6 (seis)  anos até 12 (doze) anos idade, as oficinas contam com uma programação  com atividades de arte, circo, brincadeiras, xilogravura e movimento, além de cinema,  brinquedos recreativos e muita contação histórias. E contando no último dia, 20/07 (sexta-feira) com um passeio até o Museu Poço Comprido (Vicência) que fica no município vizinho a Limoeiro.
Na programação oficinas de artes visuais (Rosélis Alves), teatro (Charlon Cabral), Jogos e brincadeiras tradicionais (Jadenilson Gomes), contação de histórias teatralizada (Thiago Freitas), circo com vivência em malabarismo (Monick Pequeno de Menezes) e xilogravura com o artista olindense Emanuel Sacramento.
O Centro de Criação Galpão das Artes fica localizado à rua Vigário Joaquim Pinto, nº 465, no centro da cidade de Limoeiro ( PE ). Maiores informações: 9 9739 6207 (Fábio André) e pelo endereço eletrônico http://centrodecriacaogalpaodasartes.blogspot.com.br/. E o investimento pela semana de oficinas de férias corresponde ao valor de R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais). O horário das oficinas é das 7:30 às 11:30 horas.

Sivaldo Venerando. Tecnologia do Blogger.